sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Previsões seguras.

O aquecimento do sistema climático mundial foi detectado de forma inequívoca. Essa é uma importante e genérica conclusão do quarto relatório científico do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, que foi reconhecido politicamente na 13ª Conferência das Partes da Convenção do Clima. A afirmação é considerada um dos principais embasamentos teóricos do documento que deu origem ao Plano de Ação de Bali, acordo firmado por representantes de 180 países que participaram da reunião realizada em dezembro do ano passado, em Bali, na Indonésia. Para Luiz Gylvan Meira Filho, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), um dos pontos altos do plano é o consenso, entre os países, de que a demora em reduzir as emissões de gases do efeito estufa limitará significativamente a oportunidade de atingir os níveis de estabilização climática, aumentando o risco de impactos mais severos sobre o clima. "É uma inegável vitória que os relatórios científicos estejam influenciando decisões políticas internacionais. Isso porque, há até pouco tempo, chefes de estado diziam serem naturais as variações climáticas dos últimos anos", disse durante o evento Conferência de Bali: Novas Diretrizes sobre as Mudanças Climáticas, realizado nesta quarta-feira (23/01/08) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. O encontro teve o objetivo de estabelecer diretrizes para um novo acordo de combate às mudanças climáticas após 2012, fase final do primeiro período de acordos no âmbito do Protocolo de Kyoto. Segundo Meira Filho, que foi presidente do grupo de negociação de dois artigos do protocolo, a quarta edição do relatório influenciou claramente o Plano de Ação de Bali. "As conclusões dos estudos do IPCC, que utilizou diferentes métodos científicos para que as hipóteses fossem testadas por meio de observações do clima, foram reconhecidas explicitamente em vários trechos do texto do plano", explicou. Segundo ele, dois motivos explicam por que os cientistas do painel demoraram vários anos para conseguir detectar, de forma inequívoca, o aquecimento global. "Primeiro porque se precisou esperar que o clima mudasse mais do que a variabilidade natural. E, segundo, porque foi preciso aperfeiçoar os modelos para que os cientistas conseguissem reproduzir todos os efeitos relacionados a essas mudanças, como a variabilidade solar e o fenômeno El Niño", disse Meira Filho, que foi presidente, de 1994 a 2001, da Agência Espacial Brasileira (AEB).Metas a longo prazo Com base em um consenso entre os países representados em Bali, o Plano de Ação enfatiza a urgência em atingir metas a longo prazo referentes à estabilização da concentração dos gases que produzem efeito estufa na atmosfera, também com base nos resultados do IPCC, órgão que ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2007 - dividido com Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos. De acordo com o plano, essa estabilização somente ocorrerá se as emissões globais forem reduzidas em aproximadamente 60% em relação ao níveis emitidos em 1990. "Essa conta é feita a partir do fluxo da atmosfera para os oceanos. Hoje, cerca de 2,2 bilhões de toneladas de carbono entram nos oceanos, que são os maiores consumidores de dióxido de carbono da atmosfera", explicou Meira Filho. Segundo ele, com a redução das emissões mundiais em 60% seria possível estabilizar em 550 partes por milhão a concentração de dióxido de carbono, algo considerado satisfatório. "Mas o consenso geral de Bali aponta para a obrigatoriedade dessa redução das emissões, seja lá qual for o nível de estabilização. Por isso houve um consenso rumo a medidas de mitigação mais intensas", apontou. Os 60% de redução seriam uma espécie de reconhecimento mundial dos limites do planeta. "O problema é tão sério que há indicações de que a possível falta dessa consciência ambiental possa gerar sérios conflitos entre as nações", disse. Outro ponto importante da reunião em Bali foi a possibilidade de haver novas negociações entre os países para definir os níveis máximos de temperatura mundial. "Esse também foi um passo importante, uma vez que recentemente a Europa, em uma reunião do G8 que contou com autoridades brasileiras, fez a proposta de um pacto global visando à limitação do aumento da temperatura média mundial em 2ºC, o que foi rejeitado pelos Estados Unidos e pelo Brasil", disse Meira Filho. Também presente na reunião da capital paulista, Antonio Ludovino Lopes, advogado especialista em direito ambiental que também participou da COP-13, disse que o evento em Bali ofereceu um mapa de caminhos que os países devem perseguir. "Ainda não sabemos se esse mapa tem tecnologia GPS [Global Positioning System] ou se ele se parece mais com os usados por antigos navegadores. Do ponto de vista jurídico, esse mapa ainda precisa ter alguns espaços preenchidos", disse. Para Lopes, em Bali houve uma nítida tentativa de encontrar novos caminhos jurídicos entre os países, de acordo com as limitações dos instrumentos do Protocolo de Kyoto, o que, segundo ele, gerou conclusões de grande expressão na reunião. "Uma delas foi a implantação, quase que definitiva, do fundo especial para a adaptação. Trata-se de um instrumento do Protocolo de Kyoto que prevê o financiamento de projetos de adaptação ambiental em países em desenvolvimento", apontou.
Redação 360°.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Matéria no INEMA!!!

http://inema.com.br/mat/idmat082325.htm

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Montanhistas testemunham o impacto da mudança climática.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16252.shtml

sábado, 12 de janeiro de 2008

Adeus Sir Edmund Hillary.

Hillary era um dos neozelandeses mais queridos por sua nação. A Nova Zelândia chora nesta sexta-feira a morte, aos 88 anos, do montanhista Edmund Hillary, admirado por suas virtudes e considerado um herói nacional desde que, juntamente com o sherpa Tenzing Norgay, se tornou o primeiro homem a escalar a montanha mais alta do mundo - o Everest, em 1953. Desde o anúncio da sua morte, no hospital de Auckland, onde sofreu um ataque cardíaco, começou uma série de atos, tributos e cerimônias em sua lembrança. O primeiro reconhecimento partiu da primeira-ministra Helen Clark, que deu a triste notícia aos neozelandeses. Ela descreveu "Sir Ed", como Hillary era popularmente conhecido, como um "colosso" camuflado sob uma personalidade humilde e modesta. - Foi uma figura heróica que não só conquistou o Everest mas também viveu com determinação, humildade e generosidade. O lendário montanhista, aventureiro e filantropo é o neozelandês mais conhecido da História - disse Clark num comunicado, ainda na Europa, onde estava em viagem oficial. O Governo neozelandês já confirmou que Hillary terá um funeral com honras de Estado, mas a data ainda não foi marcada. A sua lembrança está presente nas bandeiras, que serão hasteadas a meio mastro até domingo em todos os edifícios públicos da nação.Líderes políticos, ambientalistas, representantes da comunidade maori, montanhistas, desportistas e cidadãos de todo o mundo expressaram sua admiração por Hillary. O primeiro-ministro em exercício, Michael Cullen, definiu o aventureiro como "um grande homem e um verdadeiro neozelandês". O montanhista Mark Inglis, conhecido por conquistar o Everest com próteses no lugar das suas pernas amputadas, disse que Hillary foi uma inspiração para os praticantes do esporte. Ele acrescentou que a população do Nepal ficará arrasada com a notícia.Hillary, que chegou ao topo do mundo acompanhado pelo sherpa Tenzing Norgay, se tornou desde então em um ativo defensor dos direitos dos sherpas do Himalaia.- Nas tendas de Katmandu, nas casas de chá de Kumbher, nas casas em todo o Nepal, as pessoas têm uma foto do Rei e ao lado uma de Sir Ed. Quando você vê isso, realmente se dá conta da estima que eles têm - declarou Inglis. Hillary fundou a Himalayan Trust na década de 60, com o objetivo de criar escolas, hospitais e serviços básicos para a população sherpa da cordilheira. Ele continuou visitando o Nepal por anos para verificar se a sua iniciativa humanitária estava cumprindo o seu objetivo. O trabalho de Hillary no país estava sendo documentado pelo cineasta Tom Scott. As imagens serão exibidas durante o funeral. Em sua última visita ao Nepal, em abril de 2007, o aventureiro sofreu uma queda e seus problemas de saúde pioraram desde então. O veterano montanhista estava doente e sabia que seu fim estava perto, segundo Cullen. - Temos que chorar sua morte, mas também que celebrar a sua vida - disse o político. A família, no entanto, não esperava um fim tão rápido. A previsão era de que Hillary recebesse alta nesta sexta-feira e deixasse o hospital. Mas o seu estado piorou na noite de quinta. Uma homenagem muito especial aconteceu na Base Scott, na Antártida, local que Hillary visitou no ano passado para inaugurar as novas instalações com seu nome. Com a bandeira neozelandesa a meio mastro, o integrantes da base lembraram a visita num ato de muita emoção. - Foi um grande cavalheiro, de enorme tenacidade, uma grande vontade e uma coragem sem limites - elogiou o representante neozelandês na Antártida, Dean Peterson.
Agência Reuters.
"As expedições atuais ao Everest lembram final de festa de crianças! Resto de comida, balões, sacos plásticos, bagagens abandonadas, câmeras fotográficas, ... Uma imundice."
E. Hillary

domingo, 6 de janeiro de 2008

Data especial!

As primeiras ascensões das montanhas gaúchas iniciaram no ano de 1950 quando Edgar Kittelmann (pintor e portador de poliomielite), Sérgio P. Machado (na época presidente do Clube Excursionista Farroupilha), Luiz Gonzaga Cony (artista) e seus amigos tiveram a idéia de pisar no ponto mais alto do Pico dos Gravatás, localizado no conjunto de morros do Itacolomi, em Gravataí. Após a definição e reconhecimento da parede a ser vencida notaram que técnicas de escalada em rocha precisavam ser empregadas. Foi então que Edgar e seus amigos tiveram a iniciativa de procurar informações ou alguém que se dispusesse a lhes ensinar essas técnicas. Em Porto Alegre, encontraram o professor Giuseppe Gâmbaro que era educador físico, trabalhava na SOGIPA e possuía larga experiência esportiva. Giuseppe tinha experiência como esquiador e como como guia de montanha na Itália. O que mais chamava a atenção em sua história é que já havia tentado realizar algumas ascensões nas paredes do Itaimbezinho (cânion localizado no Parque Nacional dos Aparados da Serra, em Praia Grande - SC). A partir deste momento foram muitas as semanas de preparação. Além da experiência o grupo adquiriu: cordas de cisal, elos de corrente para a improvisação de proteções que seriam fixadas na rocha, distorcedores metálicos para a confecção de mosquetões e tacos de madeira para a confecção de escadas. Foi então que, em 1952, o grupo liderado por Edgar, com equipamentos precários, força de vontade e espírito de aventura, alcançou o topo do Pico dos Gravatás. Estava assim concluída a primeira via de escalada do Rio Grande do Sul denominada Via Sul (5°). A data de hoje é especial porque o nosso querido patrono, Sr. Edgar Kittelmann, está comemorando 75 anos! Parabéns meu velho! Que a tua história e vitalidade sirva de exemplo para os novos montanhistas.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Projeto 7 Cumes da América do Sul.

Escalo. Por isso existo! E escalo desde janeiro de 1992!
Contabilizando mais de 2.500 dias nas montanhas em ascensões memoráveis como a do Marumbi, Dedo de Deus, Agulha do Diabo, Pico Maior, Pedra do Baú, das sete maiores montanhas do Brasil (Pico da Neblina, Pico 31 de Março, Pico da Bandeira, Pedra da Mina, Pico das Agulhas Negras, Pico do Cristal e Monte Roraima), das geladas: Bonete, Tronador, Lanin e Villarica. Depois de fraturar um pé após uma queda idiota em um campeonato de escalada no ginásio de Bento Gonçalves. Depois de passar 10 meses com o pé pra cima, pensando nos meus reais objetivos de vida. Decidi lançar algo maior! Algo que me desse motivação para continuar subindo na vida! Crei então o projeto 7 Cumes da América do Sul - P7CAS - cujo o objetivo é alcançar o topo das maiores montanhas da América do Sul!
Além das ascenções o projeto visa:
- Agregar valor e divulgar às marcas dos patrocinadores e apoiadores. - Representar o Brasil, e principalmente o Rio Grande do Sul, no topo das maiores montanhas da América. - Divulgar a prática do montanhismo seguro e de mínimo impacto.
- Explorar e criar novos roteiros para, futuramente, conduzir outros montanhistas. - Coletar informações (textos e imagens) sobre:
• geografia; • cultura; • prática de esportes nas regiões que visitar; • e sobre a influência do aquecimento global nas montanhas da Cordilheira dos Andes.
Todas as informações que serão produzidas durante a execução do projeto estarão a disposição dos interessados nas diversas seções deste blog e do meu site pessoal. Futuramente pretendo editar um livro sobre essa experiência nos locais mais isolados da Cordilheira dos Andes.
Desde já lhe convido à participar, interagir e curtir essa grande aventura!
Bem vindo(a) a bordo!