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Porto Alegre, RS, Brazil
Acredito que um blog legal é aquele que te ensina algo, que te faz viajar, que fala sobre: lugares, pessoas, culturas, montanhas, preservação da natureza, ... Espero que você goste dos textos que escrevi, interaja com o conteúdo, deixe um comentário, opinião ou sugestão e se anime a contar as suas histórias também.

domingo, 2 de setembro de 2007

Recuperação - 2ª fase

Hoje pela manhã retirei o resultado do exame de ressonância magnética e fui à clínica da Dra. Silvana (nossa traumatologista de plantão)!!!

O laudo diz:

Observa-se que existe uma fratura fragmentar cominutiva e de aspecto vertical (claro!!!) envolvendo a porção medial do osso astrágalo em especial junto a sua porção mais posterior.

Articulações tíbio-társica e subtalar preservadas.

Moderado derrame articular e edema de partes moles (normal !!!).

Ligamento deltóide (um dos mais importantes do pé) – apresenta-se contínuo.

Demais ligamentos do tornozelo – íntegros.

Tendões do retropé – normais.

Enfim, a 2ª fase da minha recuperação se dará com uma nova bota!!! De gesso, por 21 dias.

Gostaria de agradecer o apoio e compreensão de todos, em especial à: Anelise Filippon, Lucas Pasquali, Joice Eberhardt, a Equipe MV, Moisés Schneider, Zé Barbieux, Dr. Cloti (setor de diagnóstico por imagem do Hosp. Moinhos de Vento), Dra. Silvana (Clinica Ortra) e, principalmente, à minha família.

MUITO OBRIGADO MESMO !!!

Passarei por todas as fases que forem necessárias até a minha completa recuperação e voltarei às montanhas.

Agora, analgésico, pé pra cima, paciência, ...

Abraço,

Orlei Jr.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Encadenando


Hoje fui com a Ane, o Sérgio e o Bruno escalar no Behne, localizado em Ivoti - RS.

Projeto em mente: Encadenar todas as vias do Setor 2.

Número de vias: 12

Resultados: Encadenei 11! Só não consegui uma de 8b!

Outros números:
 92% de aproveitamento
~6 hs de escalada
~200 m de ascensão
6c de graduação média
15 min. de alongamento
30 min. de banho (quente)
1/2 taça de vinho Malbec (pra comemorar).
1 cama

Até a próxima ...

sábado, 23 de junho de 2007

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Regrampeação



Amigos(as) escaladores(as),

Ontem, com a devida autorização do autor Eduardo Nacul, eu e o Ricardo Baltazar (Rato), realizamos a regrampeação da via Despedida, localizada na Torre Sul, Pq. Estadual da Guarita - Torres.

Foram instaladas as duas primeiras proteções (chapeletas Petzl e parabolts de aço inox) ao lado dos locais das originais (que foram completamente corroídas pela maresia). Um novo ponto de parada foi instalado no topo da via (na parede), facilitando assim a segurança de cima, rapel, trabalho com uma única corda de 50 m, ...

Não consideramos - por enquanto - necessária a substituição das outras proteções.

As chapeletas e os parabolts foram doados pela Associação Gaúcha de Montanhismo.

Malhem lá ...

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Churrascada para a arrecadação de fundos.

Em tempos difíceis a gente sempre precisa de ajuda! E é neste momento que os amigos aparecem!
Como esta complicado convencer os empresários a patrocinar esta etapa do projeto 7CAS a Kika e o Sérgio tiveram a idéia de organizar um churrasco para arrecadar fundos ao menos para as passagens!
Eles marcaram a data (hoje), compraram a carne, chamaram o amigo, montanhista e assador Luisi Peters e, por volta das 20 hs, o pessoal começou a chegar.
Enquanto a carne era servida e a cerveja consumida aos baldes fiz uma pequena palestra sobre o projeto e mostrei os equipamentos que pretendo utilizar nas expedições. Foi bem legal! Todos se divertiram!
Ao final abrimos a caixinha e SURPRESA! CONSEGUI TODO O DINHEIRO DAS PASSAGENS!
Gostaria de agradecer muito a todos que compareceram e colaboraram comigo nesta importante fase da minha vida de montanhista.
Aqui vai a lista:
Silviane Sebold
Alberto Albertini
Luciana Albertini
Gabriel Velho (França)
Douglas Renner
Júlio Padovani
Fábio (Campinas)
Filipe Hartmann
Floriani (França)
Gilberto Jr.
Henrique Arnold
Jean Roisse
Fábio Medeiros
Juliana Gomes
Juan Guilhermo (Colômbia)
Luisi Peters
Luizão
Moacir Morando
Paula Gomes
Roger
Samuel dos Santos
Sara Voltoloni
Sérgio Gusmão
Simone dos Santos
Kelly Caprara
Hebert Tiarajú
Muito obrigado mesmo!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Etapa de transição.

Lançada a Etapa de Transição do projeto 7 Cumes da América do Sul!
Será no Cerro Tronador (3.491 m), localizado em Bariloche, porta de entrada da Patagônia Argentina.
Gostaria de participar? Entre em contato.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2002

Montanhismo

Procurado por aqueles que buscam um maior contato com a natureza e a superação de seus próprios limites, o montanhismo é um esporte que proporciona satisfação vislumbre e emoção. Transpor caminhos nunca percorridos e colocar os pés em lugares inóspitos são desafios que, quando vencidos, trazem ao praticante a recompensa e o incentivo necessário para que novas metas sejam lançadas.

Um dia ouvi dizer que o desafio de escrever sobre o montanhismo é comparável à tentativa de escalar uma montanha. Antes de tudo é importante saber que o montanhismo possui um significado diferente para cada pessoa. Para uns é arte, religião, estilo de vida; Para outros, um esporte, arte atlética; Para os não montanhistas irresponsabilidade, loucura, coisa para quem quer "aparecer", uma forma de desafio mental. Na realidade o montanhismo é um pouco de cada uma destas descrições.

Assim como qualquer esporte o montanhismo precisa de algo que "tempere" o jogo, algo que separe os excepcionais dos bons. Desafios! Dentre eles podemos citar: o peso da mochila, as longas caminhadas, a inclinação do terreno, a graduação das vias, a altura da parede, o rigor do clima...

Por mais que o montanhismo seja diferente dos outros esportes seus praticantes, simples homens e mulheres mortais, tem muito em comum. Nenhum deles chega ao topo por acaso! Eles passam grande parte de seu tempo estudando técnicas de segurança e treinando arduamente. Destacam-se pelo domínio de seus corpos e mentes aliado a um desejo sobrenatural de vencer. Suas vitórias, aparentemente fáceis, impressionam um grande número de pessoas e os transformam em mitos, ídolos, referências para comparações...

Atualmente encontramos gente com este perfil em todos os cantos da terra!

Não existe esporte que, em algum momento, não teve um verdadeiro artista que, para chegar ao topo, também sentiu medo mas soube conviver com ele e conseguiu superá-lo. Sentir medo no meio de uma ascensão não é sinal de covardia. Muito pelo contrário! É ele que nos faz agir com bravura e dignidade diante das situações da vida. Quem sente medo, e apesar disso, segue adiante sem deixar intimidar-se, está mostrando valentia. Quem, entretanto, enfrenta situações arriscadas sem dar-se conta do perigo demonstra, apenas, irresponsabilidade.

Melhoria da condição física e psicológica, conhecimento técnico sobre diversos assuntos, autoconfiança, autoestima e espírito de liderança são características que, certamente, você irá desenvolver praticando este fantástico esporte.

Visite http://www.mundovertical.com/ e dê o primeiro passo em busca de suas montanhas.

domingo, 16 de julho de 2000

Aproximação a Agulha do Diabo.

07:00 - Após dois dias esperando o tempo melhorar, no primeiro raio de Sol que avistamos, pegamos as mochilas e saímos do hotel.
08:00 - Como o ônibus demorava e não podíamos perder tempo, resolvemos tomar um táxi até a entrada do PNSO. Ao chegar, nos identificamos, falamos de nossa pretensões, preenchemos a ficha de ingresso no parque (onde deixamos a freqüência de operação de nosso rádio), pagamos a entrada (R$ 12,00) e o motorista nos deixou ao lado da represa que marca o início da trilha à Pedra do Sino (23K - 0705720 - 7515745).
10:00 - Iniciamos a caminhada em direção a Pedra do Sino. Tínhamos 11.500m de caminhada montanha acima.
15:00 - Após passarmos pelo que denominam Abrigo 2 (23K - 0704503 - 7516292) e Abrigo 3 (23K - 0703776 - 7515733), chegamos a um local denominado Cota 2000 (23K - 0703710 - 7516289). É neste local que cada montanhista, praticamente, decide se acampa no Abrigo 3 (um pouco mais atrás), se desce ao fundo do vale do rio Paquequer (para escalar a Agulha do Diabo no outro dia) ou vai até a Pedra do Sino (simplesmente para acampar, fazer a travessia até Petrópolis ou para escalar algumas big walls na própria pedra). Encontramos novamente o Carlos e seu amigo que, desta vez, subiram a montanha mais cedo e já retornavam. Trocamos algumas palavras comendo bolachas recheadas, bebemos um pouco de suco e ficamos uma meia hora curtindo o belo visual da cidade de Teresópolis. Tiramos algumas fotos e logo nos despedimos. Como o tempo, novamente, parecia virar, resolvemos acampar no Sino.
16:00 - Após 6 horas de caminhada, chegamos ao acampamento da Pedra do Sino (23K - 0702938 - 7514938), situado a 2.145m de altitude. Soprava um forte vento Oeste trazendo muitas nuvens. Lembrei dos Aparados da Serra. Resolvemos então montar a barraca, organizar as tralhas e descansar um pouco.20:00 - O tempo piorava. Rapidamente montamos nosso fogareiro e fizemos a janta (massa com lingüiça). Montanhistas de vários estados estavam acampados por ali, umas 10 barracas. Após a janta fizemos uma roda e ficamos batendo papo e tomando chá. Momento de confraternização. Fomos dormir bastante preocupados com a possibilidade de não escalarmos nos próximos dois dias.